Especialistas alertam para os riscos do retorno da doença.
A morte de uma jovem de apenas 19 anos, ocorrida neste sábado (10), em decorrência de complicações causadas por um câncer, reacende um alerta urgente: o linfoma, um tipo de câncer do sistema linfático, não escolhe idade e tem afetado cada vez mais jovens no Brasil.
Casada e mãe de um menino de 1 ano, a jovem enfrentava uma dura batalha contra o Linfoma de Hodgkin, doença diagnosticada ainda na adolescência. Após passar por cirurgias e tratamentos intensos, chegou a entrar em remissão em 2023, reacendendo a esperança da família. No entanto, em janeiro de 2024, veio a notícia devastadora: o câncer havia retornado de forma agressiva, sem alternativas terapêuticas eficazes disponíveis.
A confirmação da morte foi feita pelo marido, por meio das redes sociais, em uma mensagem marcada pela dor e pelo amor. Uma história interrompida cedo demais, mas que agora se transforma em alerta e conscientização.
O linfoma é um câncer que se origina no sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. Ele afeta os linfócitos, células essenciais do sistema imunológico, que passam a se multiplicar de maneira descontrolada.
Atenção aos primeiros sinais: o que Isabel percebeu
No início da doença, Isabel percebeu nódulos no pescoço e no tórax, alterações que muitas vezes são indolores e, por isso, acabam sendo subestimadas. Esses nódulos, popularmente conhecidos como “ínguas”, são um dos principais sinais de alerta do Linfoma de Hodgkin.
Em muitos casos, eles surgem de forma silenciosa, sem febre ou dor imediata, o que leva parte dos pacientes a adiar a procura por atendimento médico. No entanto, quando persistem por semanas ou aumentam de tamanho, exigem investigação clínica detalhada.
Especialistas alertam que nódulos persistentes no pescoço, tórax, axilas ou virilha nunca devem ser ignorados, especialmente quando associados a outros sintomas como cansaço extremo, suor noturno intenso ou perda de peso sem causa aparente.
Existem dois grandes grupos da doença:
Linfoma de Hodgkin (LH)
Linfoma Não Hodgkin (LNH)
Ambos podem atingir crianças, jovens, adultos e idosos.
O Linfoma de Hodgkin é mais comum em adolescentes e adultos jovens. Em muitos casos, quando diagnosticado precocemente, apresenta boas taxas de resposta ao tratamento. No entanto, a doença pode evoluir de forma agressiva, especialmente quando há recidiva.
Entre os principais sintomas estão:
Ínguas indolores no pescoço, axilas ou virilha
Febre persistente
Suor noturno intenso
Perda de peso sem explicação
Cansaço extremo
Por serem sintomas comuns a outras doenças, o diagnóstico muitas vezes é tardio.
Especialistas alertam que os casos de linfoma têm sido diagnosticados em faixas etárias cada vez mais jovens. O desconhecimento sobre os sinais iniciais e a automedicação são fatores que contribuem para o atraso no diagnóstico.
Identificar precocemente alterações no corpo pode ser decisivo para o sucesso do tratamento.
Embora não exista uma forma específica de prevenir o linfoma, algumas atitudes são fundamentais:
Nunca ignorar ínguas persistentes
Procurar atendimento médico diante de sintomas prolongados
Evitar automedicação
Manter acompanhamento regular de saúde
Informação, atenção e acesso ao diagnóstico salvam vidas.
Histórias como essa não devem ser lembradas apenas pela perda, mas pelo legado de conscientização que deixam. Falar sobre linfoma é falar de prevenção, de cuidado com o corpo e de empatia com quem enfrenta batalhas invisíveis.
Transformar o luto em informação é um ato de responsabilidade social.